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Associação de medicina de emergência acusa INEM de ilegalida


 
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Bravo33



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Mensagens: 1260
Local/Origem: Mealhada

MensagemColocada: Qui Jul 06, 2006 3:39 pm    Assunto:
Associação de medicina de emergência acusa INEM de ilegalida
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Associação de medicina de emergência acusa INEM de ilegalidade e propaganda

O presidente da Associação Portuguesa de Medicina de Emergência, Vítor Almeida, acusou hoje o Instituto Nacional de Emergência Médica de ter ambulâncias sem equipamento adequado, alertando para as dificuldades que pode levantar o transporte de grávidas depois do encerramento de vários blocos de parto.

Vítor Almeida, que esteve hoje na Comissão Parlamentar de Saúde a pedido do Bloco de Esquerda, traçou um quadro negro da assistência prestada pelo INEM, afirmando que esta entidade "não cumpre a lei" no transporte de doentes, tem falta de recursos e apresenta várias deficiências de organização.

De acordo com o responsável, 220 das 270 ambulâncias de transporte de doentes usadas pelo INEM "não cumprem a lei por ausência de equipamento", para além de violar também a legislação ao fazer o transporte com dois técnicos de socorro e não com três.

O presidente da Associação Portuguesa de Medicina de Emergência (APME) acusou também o INEM de "propaganda", ao sustentar que o instituto tem 95 por cento do país coberto apenas pela rede de ligação do número de emergência 112 e não por meios médicos reais, capazes de assegurar socorro no local no período máximo de 15 minutos após a chamada.

O mapa que o presidente da APME mostrou aos deputados revela que "a âncora" do INEM - as Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) - está localizada essencialmente nos grandes centros urbanos e litorais, deixando "todo o Alentejo e o interior desprotegido".

As VMER (carros médicos que levam um clínico até aos locais de emergência mas que não estão vocacionados para o transporte de doentes) têm igualmente dificuldades de funcionamento, estando inoperacionais durante várias horas por inexistência de uma equipa própria, criticou ainda do responsável da APME.

O também médico nos Hospitais da Universidade de Coimbra e profissional integrado no sistema de emergência médica do INEM há dez anos explicou que esta situação resulta tanto de as equipas das VMER serem suportadas financeiramente pelos hospitais ao fim de cinco anos de instalação na unidade de saúde - pelo que estes não garantem equipas próprias -, como da falta de recursos humanos próprios do INEM. E "sem equipamento e sem tripulantes [nas ambulâncias de transporte], não há retaguarda às VMER", realçou Vítor Almeida.

O presidente da APME acusou também a maioria dos transportes entre hospitais de ser feito "sem acompanhamento de pessoal médico" e defendeu a criação de escalas próprias para esse efeito, por cada hospital, como solução.

Questionado pelos deputados sobre as implicações desta situação no transporte de grávidas - que se prevê aumentar com o encerramento de cinco blocos de partos de maternidades até à data e mais seis até ao final do ano -, o presidente da APME retorquiu que este serviço "pode vir a perigar o sistema de emergência médica".

"É dentro de cada hospital [cujo bloco de partos encerrou ou vai encerrar] que se deve encontrar solução" para o transporte das grávidas, frisou o médico.

A APME, constituída em 2001 e actualmente com 60 associados (todos clínicos), entregou no mês passado um relatório sobre o sistema de emergência médica ao ministro da Saúde.

No documento a APME alerta que, "na área das maternidades a encerrar, o INEM não dispõe ainda de ambulâncias em número adequado, que cumpram a lei e, como tal, não podem ser classificadas como ambulância de socorro".

O relatório adianta também que a "função essencial destes meios é prestar socorro pré-hospitalar, e não proceder a transferência hospitalares", acrescentando que a "alternativa de utilização de ambulâncias de transporte inter-hospitalar de bombeiros ou privados" também não é válida pois "não correspondem às recomendações obstétricas".
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MensagemColocada: Qui Jul 06, 2006 3:39 pm    Assunto:
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