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Revisão bibliográfica “O Síndrome Coronário Agudo – qualidade do diagnóstico pré-hospitalar”


 
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Autor Mensagem
ViPeR5000(Rui Melo)
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Mensagens: 2318
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MensagemColocada: Sáb Fev 17, 2007 8:20 pm    Assunto:
Revisão bibliográfica “O Síndrome Coronário Agudo – qualidade do diagnóstico pré-hospitalar”
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No serviço de emergência médica pré-hospitalar Austríaco, existem veículos de emergência médica tripulados por técnicos de emergência e outros tripulados por médicos. Os doentes com suspeita de Síndrome Coronário Agudo (SCA) são tratados no pré-hospitalar e depois transportados para o hospital, com acompanhamento de um médico “emergencista” (ME). Este estudo, publicado na revista Resuscitation, analisa a acuidade diagnostica do ME nos SCA numa área urbana.




Titulo: “O Síndrome Coronário Agudo - qualidade do diagnóstico pré-hospitalar”
Autores: G Gemesa, TJ Fuchsb, G Wildnerc et all.


a- Medizinercorps Graz, Austrian Red Cross, Graz, Austria
b- Institute for Genomics and Bioinformatics, Graz, Austria
c- Department of Anaesthesiology and Intensive Care Medicine, Medical University of Graz, Graz, Austria


Publicado em Resuscitation, 66:323-330, 2005.


Resumo
Introdução e objectivos: No serviço de emergência médica pré-hospitalar (EMS) Austríaco, existem veículos de emergência médica tripulados por técnicos de emergência e outros tripulados por médicos. Os doentes com suspeita de Síndrome Coronário Agudo (SCA) são tratados no pré-hospitalar e depois transportados para o hospital, com acompanhamento de um médico “emergencista” (ME). Este estudo analisa a acuidade diagnostica do ME nos SCA numa área urbana. Desenho do estudo: Análise retrospectiva. Métodos: Todas as fichas de observação clínica dos ME, com diagnóstico de SCA, foram pesquisadas. A base de dados hospitalar foi pesquisada para doentes com diagnóstico de admissão ou de saída de SCA. Resultados: Um total de 3585 doentes foi analisado. Só 17.8% dos doentes com diagnóstico na admissão de SCA e 20.3% dos doentes com diagnóstico de saída de SCA foram transportados pelo ME do EMS Austríaco. Apenas 46.8% dos diagnósticos de SCA efectuados pelo ME foram confirmados no hospital. Conclusões: A percentagem de doentes com SCA transportados pelo ME do EMS é baixa e o ME parece “sobre-diagnosticar” o SCA.


O artigo foca um tema interessante e actual. Em Portugal, o Síndrome Coronário Agudo (que inclui o enfarte agudo do miocárdio e a angina instável) é uma das principais causas de morte. Por outro lado, a especificidade de algumas medidas terapêuticas e diagnosticas, bem como a correcta e célere referenciação hospitalar dos casos de SCA, exigem que, sempre que possível, um meio de emergência médica tripulado por profissionais com diferenciação adequada, seja enviado para estas situações. Daí que a acuidade do seu diagnóstico, no pré-hospitalar, seja de elevada importância.
Os autores pretenderam neste trabalho analisar a acuidade diagnostica do SCA no pré-hospitalar.
O estudo realizou-se na região da cidade austríaca de Graz, que tem cerca de 300 000 habitantes. O sistema de emergência médica pre-hospitalar local é assegurado pela Cruz Vermelha Austríaca. Têm duas viaturas ligeiras (tipo VMER) tripuladas por um técnico e um médico. Estão equipadas com material de suporte avançado de vida e trauma. Para além disso tem várias ambulâncias tripuladas por técnicos de emergência médica. O Médico “Emergencista” (ME) tem um curso específico de 60 horas. Os meios são accionados para o local após uma triagem telefónica, de acordo com protocolos estabelecidos.
Durante o período estudado todos os doentes foram transportados para o Serviço de Urgência (SU) do “Medical University Hospital”de Graz. Depois de observados no SU, foram admitidos na UCI, admitidos numa enfermaria “normal” ou tiveram alta.
Foi realizado um estudo retrospectivo de caso-controlo. Foram incluídos todos os doentes com suspeita ou confirmação de SCA que foram admitidos no SU do hospital, entre 01 de Janeiro e 30 de Dezembro de 2001. A análise estatística foi realizada utilizando o SPSS para o Windows 11.0.


Foram incluídos 3583 doentes. Um total de 3060 doentes tinha diagnóstico de suspeita de SCA na admissão. Em 1025 (33.5%) destes, o diagnóstico de SCA foi confirmado. Em 1502 doentes o diagnóstico de saída foi SCA.
505 doentes foram diagnosticados no pré-hospitalar como sendo SCA, e realizado acompanhamento por ME. Destes, 259 (46.8%) tiveram confirmação do diagnóstico de SCA.


O estudo demonstrou que ainda há pouca informação sobre SCA na população-geral. Os sintomas de SCA são, pelo próprio, pelo familiar ou pelo “Central Telefónica de Emergência Médica” mal-interpretados ou não valorizados. Em outros estudos ficou também demonstrado a “baixa taxa de utilização” do sistema de emergência médica pré-hospitalar” em situações de SCA, com valores de utilização do EMS, em 33-50% dos casos. Neste estudo foi de 20%. Não foi possível, neste trabalho distinguir se este nº baixo de transportes com ME foi devido a má interpretação dos sinais/ sintomas pela Central, a não pedido de apoio pelas ambulâncias ou a não informação adequada por parte do doente/ contactante.
Registou-se um elevado nº de falsos-positivos no diagnóstico de SCA por parte dos ME. Parte deste erro dever-se á ao facto de os ME só terem realizado electrocardiograma de 12 derivações em 72.7% dos casos de suspeita de SCA. Eventualmente, parte será ainda da responsabilidade da formação ministrada (60 h).
Seria interessante analisar os dados da Central de Emergência e das ambulâncias e comparar os seus diagnósticos com o diagnóstico de saída do hospital, que neste trabalho não é efectuado. Seria também interessante saber que “protocolo” de tratamento usaram os ME para os casos suspeitos de SCA e perceber se “trataram” com o mesmo “afinco” os que vieram a ter o seu diagnóstico confirmado e com menos os que depois, vieram a demonstrar não ter confirmação de SCA. Ou seja, se já “desconfiavam” de que seria um “falso-positivo”. Por outro lado, impõe-se perguntar qual seria o efeito de uma acção de formação específica, na acuidade diagnostica de SCA.
A maior limitação do estudo deve-se ao facto de ser um estudo retrospectivo. Para além disso não há seguimento dos doentes que tiveram alta do SU e, portanto, não tiveram confirmação do diagnóstico de SCA. Quantos o teriam, de facto?


Em conclusão, neste estudo ficou demonstrado que um elevado nº de doentes com Síndrome Coronário Agudo não foi assistido por médico no pré-hospitalar e que este diagnostica “por excesso” o SCA.


Texto da autoria de
Miguel Soares de Oliveira, médico e Delegado Regional do Norte do INEM.

Fonte INEM

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MensagemColocada: Sáb Fev 17, 2007 8:20 pm    Assunto:
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MensagemColocada: Sáb Fev 17, 2007 10:41 pm    Assunto:
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muito interesante....

mais gostaria de saber qual e o traitament que dao!?

o importante nao e de ter un medico, mas e de ter un trataiment rapido et bem feito...

aqui na suica, os TAS commencao o tratament sem ter um medico. comecamos com os nitres ( isotek on TNT) e a Morfina et o medico vem com Vmer para dar so a aspirina cardiaque Shocked sim sim... mais e a sui&a Smile . o electrocardiograma 12x nao est faito. distace muito curta para o hopital.

No ano que vem muitos vmer vao ser retirados. et nos podemos facer o tratament sem ter um medico.

et peco descupa... o meu portugues nao e bom...

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