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Riscos Naturais e Tecnológicos - SECA


 
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vampiro



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MensagemColocada: Qui Set 14, 2006 12:41 am    Assunto:
Riscos Naturais e Tecnológicos - SECA
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O que é uma Seca?


A seca é uma catástrofe natural com propriedades bem características e distintas dos restantes tipos de catástrofes. De uma maneira geral é entendida como uma condição física transitória caracterizada pela escassez de água, associada a períodos extremos de reduzida precipitação mais ou menos longos, com repercussões negativas significativas nos ecossistemas e nas actividades sócio-económicas.

Distingue-se das restantes catástrofes por o seu desencadeamento se processar de forma mais imperceptível, a sua progressão verificar-se de forma mais lenta, a ocorrência arrastar-se por um maior período de tempo, poder atingir extensões superficiais de muito maiores proporções e a sua recuperação processar-se de um modo também mais lento.
O conceito de seca não possui uma definição rigorosa e universal. É interpretado de modo diferente em regiões com características distintas, dependendo a sua definição da inter-relação entre os sistemas naturais, sujeitos a flutuações climáticas, e os sistemas construídos pelo homem, com exigências e vulnerabilidades próprias. Conforme a perspectiva de análise, ou vulnerabilidade considerada, este fenómeno pode ser distinguido entre secas meteorológicas (climáticas e hidrológicas), agrícolas e urbanas.

Se, por um lado, o conceito de seca depende das características climáticas e hidrológicas da região abrangida, por outro, depende do tipo de impactes inerentes. Assim, em regiões de clima húmido, um período relativamente curto sem precipitação pode ser considerado uma seca, enquanto que em regiões áridas considera-se normal uma prolongada estação sem precipitação.

A ausência prolongada de precipitação não determina obrigatoriamente a ocorrência de uma seca. Se a situação antecedente de humidade no solo for suficiente para não esgotar a capacidade de suporte dos ecossistemas agrícolas, ou se existirem medidas estruturais com capacidade de armazenamento superficial ou subterrâneo suficiente para colmatar as necessidades de água indispensáveis às actividades sócio-económicas, não se considera estar perante uma seca. Na perspectiva da Protecção Civil, a seca caracteriza-se pelo défice entre as disponibilidades hídricas do País e as necessidades de água para assegurar o normal abastecimento público

Na perspectiva da Protecção Civil, a seca caracteriza-se pelo défice entre as disponibilidades hídricas do País e as necessidades de água para assegurar o normal abastecimento público


Causas de uma Seca


As secas iniciam-se sem que nenhum fenómeno climático ou hidrológico as anuncie, e só se tornam perceptíveis quando está efectivamente instalada, ou seja, quando as suas consequências são já visíveis.

As causas das secas enquadram-se nas anomalias da circulação geral da atmosfera, a que correspondem flutuações do clima numa escala local ou regional, gerando condições meteorológicas desfavoráveis, com situações de nula ou fraca pluviosidade, durante períodos mais ou menos prolongados.
As condições para que uma seca se instale estão também relacionadas com outros factores como, por exemplo, o incorrecto ordenamento do território, insuficientes infra-estruturas de armazenamento de água, uma sobre-utilização das reservas hídricas subterrâneas, uma gestão incorrecta do consumo de água, e até a desflorestação incontrolada do território


Duração de uma Seca


A duração de uma seca corresponde ao tempo que a variável seleccionada para a caracterizar (precipitação, escoamento, humidade do solo, água armazenada nas albufeiras, etc.) se encontra em défice relativamente a um nível de referência (limiar da seca). Ou seja, corresponde ao intervalo de tempo em que os problemas de escassez de água são críticos para determinados fins.



http://www2.snbpc.pt/pls/portal/docs/1/1601.JPG[/img]



Assim, se em termos climatológicos a seca tiver início no semestre seco, em termos agrícolas, por exemplo, ela só é reconhecida se persistir no período crítico, determinado em função do tipo de cultura. Sob outra perspectiva, pode-se considerar como período crítico, por exemplo, a época turística de Verão para os sistemas de abastecimento das regiões de veraneio.

Um sistema de recursos hídricos só recupera de uma situação de escassez de água quando uma fracção do défice total é compensada por um excedente, estimado em relação ao nível de recuperação (limiar da seca).

Assim, complementar ao conceito de duração de uma seca é o conceito de resiliência, que traduz uma medida do tempo de recuperação de um sistema desde o seu colapso, durante a crise, até um estado aceitável de operacionalidade. Um exemplo pode ser o volume de armazenamento de uma albufeira, que se considera recuperado quando atinge o nível médio anual e não apenas quando ultrapassou o limiar da seca.

A questão da duração de uma seca coloca-se pela severidade dos seus efeitos em caso de persistência. Os impactes acumulados resultantes de períodos cíclicos de seca afectam significativamente o tecido sócio-económico da região, podendo promover a redução progressiva da produção de culturas, da indústria, de energia hidroeléctrica e do próprio bem-estar das populações.

Desde que existem registos meteorológicos em Portugal (há 140 anos) que não se observam mais de três anos consecutivos de seca.


Métodos Estatísticos e Dinâmicos de Previsão de Secas


Os métodos estatísticos baseiam-se no estudo da interacção oceano-atmosfera, relacionando a variabilidade atmosférica com a variabilidade da temperatura superficial dos oceanos. Trata-se de um método empírico que apresenta correlações típicas de 0,6 a 0,8 para antecipações sazonais de 3 meses.

Os métodos dinâmicos apoiam-se na utilização de modelos de circulação global da atmosfera para vastas áreas, com integrações espaciais de semanas a meses, permitindo a incorporação de padrões climáticos de larga escala, gradualmente variáveis, que escapam à detecção nas cartas sinópticas diárias.

Consumo de àgua


Um dos factores de origem antropogénica de maior relevância resulta do aumento da procura e do consumo de água que, genericamente, se pode atribuir ao crescimento sócio-económico e demográfico, verificado um pouco por todo o mundo. Dele resultou uma maior procura de água para consumo doméstico, a que há que acrescer a racionalização das actividades do sector primário, cada vez mais exigente de irrigação, o crescimento dos ramos industriais, que têm a água como componente subsidiária dos seus processos de produção, e ainda a degradação dos cursos de água causado pelo aumento do volume de efluentes. Estes aspectos contribuem para a diminuição das margens de flexibilidade entre as disponibilidades e as necessidades de água, tornando as populações vulneráveis à carência de recursos hídricos e à formação de condições de seca.


A seca em Portugal Continental


As situações de seca são frequentes em Portugal Continental. A sua incidência não ocorre de forma uniforme, sendo geralmente mais significativas nas regiões do Interior Norte e Centro e do Sul do País.

No decurso dos últimos 60 anos verificou-se, em 27 dos anos, a ocorrência de precipitações abaixo do normal (8 dos quais foram climaticamente considerados de muito secos).

Existem diversas metodologias de classificação da severidade de uma seca relativas à sua epicentro, características geológicas e topográficas do terreno, e com as estruturas edificadas.">intensidade ou, alternativamente, à extensão da área abrangida.

Dos inúmeros acontecimentos históricos registados, destacam-se as secas de maior extensão espacial que se verificaram em Portugal continental desde 1940, caracterizadas por se terem registado valores de precipitação com probabilidade de ocorrência inferiores a 20%:


SECAS DE MAIOR EXTENSÃO DESDE 1940


Fonte: Instituto de Meteorologia




No último de ano de seca que ocorreu em Portugal Continental (1995) uma grande parte do Alentejo teve problemas graves de abastecimento de água.


CONCELHOS COM PROBLEMASDE

ABASTECIMENTO DE ÁGUA EM 1995


]


Projecções Futuras

O aumento previsto no consumo de água é um factor que potencía o risco natural de seca a nível nacional. Num estudo realizado em 1983, sob a égide do Serviço Nacional de Protecção Civil, foram estimadas as necessidades distritais de água até ao ano 2010. Segundo esse estudo, e considerando o ano de 1990 como padrão, verifica-se que os incrementos globais esperados na procura de água para consumo doméstico e rega serão, respectivamente, cerca de 48% e 12% para o decénio de 2000, e cerca de 109% e 25% para o decénio de 2010.


Efeitos e Vulnerabilidades


A severidade de uma seca (gravidade dos efeitos) depende da deficiência de água no solo, da duração da seca e da sua extensão espacial.

Os sectores mais vulneráveis são geralmente a agricultura, a indústria e o próprio bem-estar da população.

A seca acarreta dois tipos de consequências, directas e indirectas:


Consequências directas


deficiente fornecimento de água para abastecimento urbano;
prejuízos na agricultura, na indústria e na produção de energia hidroeléctrica;
restrições à navegação nos rios e à pesca em águas interiores.


Consequências indirectas


favorecimento de condições que levem à ocorrência e propagação de incêndios florestais;
problemas fitossanitários;
degradação da qualidade da água;
erosão do solo e;
a longo prazo, desertificação, nas regiões de climas áridos e semi-áridos.


Podemos prever uma Seca?


A previsão de uma seca é essencialmente climatológica.

Existem dois métodos reconhecidos para a previsão de secas: Estatísticos, baseados no estudo da interacção oceano-atmosfera.

Dinâmicos, baseados em modelos de circulação global da atmosfera.

Apesar de serem bem conhecidos os mecanismos atmosféricos que dão origem às secas, a sua previsão atempada é geralmente difícil, uma vez que se relaciona com a previsão meteorológica a longo prazo.

O mesmo se passa na análise de situações de seca, em que a previsão das suas durações e intensidades é complicada, dada a enorme aleatoriedade existente.

No âmbito da Protecção Civil, a possibilidade de ocorrência de secas em Portugal Continental começa, geralmente, a ser analisada a partir dos meses de Fevereiro ou Março, e o planeamento das operações de apoio às populações, caso seja necessário, abrange todos os meses da estiagem, geralmente até ao final do mês de Setembro, altura em que, normalmente, se inicia o período húmido em Portugal.



Prevenção dos efeitos das secas


A acção preventiva constitui a estratégia mais eficaz no combate a este tipo de situações extremas, dadas as suas graves consequências.

A prevenção de secas é efectuada através de duas componentes, a previsão, que possibilita a antecipação de acções de controlo, e a monitorização, que permite detectar e conhecer em cada instante o grau de gravidade da situação.

A previsão de secas é essencialmente climatológica. A monitorização e detecção têm uma componente fortemente hidrológica.

O Instituto da Água é a entidade responsável em Portugal pela previsão e detecção de secas, através do Sistema de Prevenção e Protecção de Secas que, apoiado na monitorização (Programa de Vigilância e Alerta de Recursos Hídricos) e numa análise de secas regionais, permite identificar as regiões do país em crise e acompanhar a sua evolução.

SISTEMA DE PREVENÇÃO E PROTECÇÃO DE SECAS




Quando a situação é crítica, o Instituto da Água avisa o Serviço Nacional de Protecção Civil para tomar as medidas necessárias. Quando os sistemas de abastecimento usuais esgotam os seus recursos é necessário providenciar o abastecimento de água às populações com meios alternativos




Este acompanhamento permanente pelo Instituto da Água fornece os indicadores que possibilitam decidir sobre os mecanismos de mitigação dos impactes decorrentes da seca. Para tal, é necessário dispor-se de informação relativa às actividades sócio-económicas das regiões e à avaliação de medidas tomadas em situações de seca verificadas no passado.


MEDIDAS DE MINIMIZAÇÃO DOS EFEITOS DAS SECAS

A prevenção e a minimização dos efeitos de uma seca passa também pela alteração do comportamento individual de cada pessoa no que respeita ao consumo de água antes e durante a evolução de uma seca.

A água é um recurso natural limitado e essencial à vida. A sua conservação deve merecer-nos, em qualquer altura, certos cuidados. Medidas simples e adequadas contribuem para uma gestão equilibrada do consumo de água:


Em situação normal


Manter toda a canalização doméstica em bom estado por forma a não haver perdas nas torneiras, nos autoclismos, nos esquentadores, nas máquinas de lavar e nas junções;
Instalação de reguladores de caudal nas torneiras;
Instalação de autoclismos com sistemas de redução de volume de água para descarga;
Evitar os banhos de imersão e tomar duches rápidos;
Usar apenas a água indispensável nas outras lavagens de higiene pessoal, mantendo tapado o orifício da bacia;
Não deixar a água correr durante a lavagem dos dentes;
Lavar a roupa ou a loiça nas máquinas, com a respectiva carga completa e usando programas curtos;
Na lavagem da roupa e da loiça à mão usar apenas a água necessária;
Fazer uma leitura regular do contador para saber a quantidade de água que se está a gastar;
Utilizar como período de rega: antes das 7 horas da manhã ou após as 6 horas da tarde.


Em situação de seca


Além das medidas anteriormente enumeradas:

Diminuir a quantidade de água no autoclismo colocando no seu depósito uma garrafa de plástico cheia de areia ou de água, de forma a que não fique a flutuar;
Em caso de cortes no fornecimento de água, encher apenas as vasilhas estritamente necessárias para o seu consumo; Não encher piscinas;
Reutilizar a água sempre que possível (exemplo: rega).


A ÁGUA é indispensável à VIDA!
É preciso que TODOS POUPEM A ÁGUA!


Prevenção e Minimização dos efeitos das secas (monitorização)

A monitorização de secas baseia-se no acompanhamento da progressão do fenómeno, com base num sistema de informação de recursos hídricos, que permite conhecer em cada instante a gravidade da seca.

É realizada através da análise de variáveis hidrometeorológicas, como a precipitação, o escoamento, a água no solo, o volume de água armazenado nas albufeiras, nível freático dos aquíferos, a evaporação e a evapotranspiração.

A detecção pode ser efectuada por vários métodos, sendo uma metodologia possível a que se baseia no índice de Palmer, que é um balanço entre a precipitação e a humidade dos solos, a evapotranspiração, a recarga profunda de aquíferos e os escoamentos.




FONTE: http://www2.snbpc.pt/portal/page?_pageid=35,33562,35_33572:36_34980&_dad=portal&_schema=PORTAL[img
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