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Chuva intensa assegura água para o Verão


 
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Autor Mensagem
ViPeR5000(Rui Melo)
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Mensagens: 2318
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MensagemColocada: Sex Out 27, 2006 10:44 am    Assunto:
Chuva intensa assegura água para o Verão
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A chuva dos últimos dias garantiu a água necessária para o próximo Verão. Este é, pelo menos, a convicção do presidente do Instituto da Água (Inag). “Perspectivamos que no próximo ano não haverá problemas”, disse Orlando Borges. “Não vai haver um ano de seca na decorrência dos valores que estão já registados e armazenados para as utilizações previsíveis”, disse o presidente do Inag, Orlando Borges.



Segundo os dados do Instituto, relativos ao dia de ontem, as principais barragens estão cheias, havendo casos em que foi necessário proceder a descargas.

Um exemplo significativo do efeito da chuva no aumento substancial da água nas albufeiras é a barragem do Funcho, em Silves, no Algarve: nos anos de seca (2004/2005) o Funcho estava a seco. Ontem encontrava-se a 57 por cento da sua capacidade total.

O aumento do volume de água nas barragens foi feito, apenas, à custa da água que caiu em território nacional. “Só esta madrugada [quinta-feira] é que as barragens espanholas fizeram algumas descargas”, informou Rui Rodrigues, engenheiro do Inag responsável pelo sector das barragens.

“Os valores obtidos esta semana são esclarecedores da quantidade de precipitação. A barragem do Alto Lindoso passou de 200 hectómetros cúbicos para 300; a de Vilarinho das Furnas de 86 para 109; e a do Cabril, em apenas três dias, subiu de 347 para 485 hectómetros”, informou Rui Rodrigues.

Apesar da melhoria das condições meteorológicas registada ontem, a água continuou a chegar em força às albufeiras das barragens. Às 09h00 da manhã, numa das estações que alimenta a principal estrutura do País, Alqueva, estavam a entrar 384 metros cúbicos por segundo.

São estes números que levam o Inag a perspectivar um Verão sem problemas de água, tanto mais que o Outono só agora começou.

ESPANHA COMUNICA DESCARGAS

As descargas espanholas no Tejo são comunicadas às autoridades portuguesas. Além do Tejo, há a preocupação de saber como está o Zêzere, uma vez que o volume de água de um acaba por afectar o outro. No Douro, segundo o Instituto da água, não há tanto controlo, embora sejam comunicadas situações de maior risco. No Guadiana a questão é diferente, uma vez que as barragens espanholas estão ‘nas cabeceiras’. As descargas têm um efeito mais reduzido, permitindo uma maior capacidade de encaixa.

APONTAMENTOS

DESCARGA

Não há um nível padrão a partir do qual uma barragem faz descarga. A partir dos 80 por cento da sua capacidade a situação é acompanhada com maior cuidado.

CONTROLO

É fundamental controlar o nível da descarga, para reduzir o risco de cheias. A barragem do Cabril chegou a receber 1000 metros cúbicos por segundo. A descarga, nessa altura, foi de 200 metros cúbicos por segundo.

NORMAL

Num ano hidrológico normal (que começa a 1 de Outubro) é este o nível que as albufeiras apresentam neste momento. A ‘novidade’ está no facto de terem enchido num tão curto espaço de tempo e sem a ‘ajuda’ das descargas espanholas.

CAI PRODUÇÃO DE ENERGIA

A produção de energia eléctrica nas barragens tem vindo a diminuir ao longo das últimas décadas. Nos anos 50, quando foi elaborado o plano de construção de barragens, as hídricas portuguesas produziam cerca de 30 por cento da energia do País. Hoje, essa produção ronda pouco mais do que um quinto, ou seja, cerca de 22 por cento daquilo que os portugueses consomem. A tendência, segundo os especialistas, é para uma diminuição, caso as novas barragens continuem

à espera de luz verde.

"SÃO NECESSÁRIAS MAIS BARRAGENS"

Fernando Santo, bastonário da Ordem dos Engenheiros, não compreende como é possível ter parado com o plano de construção de novas de barragens.

Correio da Manhã – Que razões encontra para as inundações em perímetro urbano?

Fernando Santo – Construímos muito nestes 20, 30 anos, mas de forma desordenada. O escoamento de água está estrangulado. Os espaços verdes foram desaparecendo, aumentando as zonas de impermiabilização. Os aspectos estéticos acabaram por se sobrepor a estas questões, esquecendo o que não está à vista, nomeadamente as redes de escoamento. Mas há outras causas.

– Quais considera mais importantes?

– Os incêndios é uma delas. A retirada do revestimento florestal aumenta a velocidade da água nas encostas e o volume de detritos que seguem na enxurrada. Depois há a limpeza das redes, no espaço urbano, e do leito dos rios. Os sistemas de drenagem deviam ser mantidos em permanente alerta.

– No Verão não há água, mas quando a há também não a aproveitamos.

– Esse é o busílis da questão. Não se percebe por que razão o plano de barragens, elaborado nos anos 50, não foi concluído. As barragens são um valor fundamental, mas a sua construção tem sido posta em causa, muitas vezes por razões ambientais. É o caso de Foz Côa e, mais recentemente, do Sabor. Temos os rios, temos a matéria-prima para a sua construção, temos os técnicos, não precisamos de importar nada. Não se faz nenhuma barragem desde 1995. É incompreensível.

– No passado havia uma utilização mais racional dos recursos naturais pelo homem.

– Muito mais. A engenharia acabou por simplificar tudo e esquecemos um pouco essa componente. Mas é importantíssimo recuperar o plano das barragens, por três razões fundamentais: produção de energia eléctrica, espaço de reserva natural, quer para abastecimento e regadio quer para o combate aos incêndios no Verão, e ecoturismo.

– Uma vertente completamente esquecida.

– Sem dúvida. Em muitos países, até do terceiro mundo, há essa preocupação, estão a ser criadas reservas de ecoturismo. Não para proibir a entrada das pessoas, mas exectamente para fixar as pessoas, para travar a desertificação, para manter a cultura própria das regiões.

– Acredita que o plano será recuperado?

– Parece que a barragem de Odelouca vai avançar, o que é um sinal. Também se falou, aqui há tempos, das chamadas ‘auto-estradas da água’, com transvases e ligações entre as várias estruturas. Penso que era uma boa altura para recuperar tudo isso e avançar.


Fonte Correio da Manha

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MensagemColocada: Sex Out 27, 2006 10:44 am    Assunto:
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