fire riders

Sexo:  Registrado em: 26 Jan 2008 Mensagens: 371
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Colocada: Ter Fev 02, 2010 1:16 pm Assunto: FamÃlia de cinco pessoas vive sem electricidade há mais de 10 anos |
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FamÃlia de cinco pessoas vive sem electricidade há mais de 10 anos
Era uma vez uma casa na floresta, sem água e sem luz onde viviam cinco pessoas. A pequena habitação, que mais parecia uma casa cortada ao meio, dividia-se em minúsculas áreas onde
os objectos se amontoavam numa desordem organizada. Diziam-se felizes, mas gostavam de viver noutras condições para proporcionarem ao bebé de cinco meses uma vida melhor. Podia ser uma história de ficção, mas é a vida real de uma famÃlia de Santa Comba Dão
Maria América Fonseca já perdeu a conta aos anos que vive naquela casa sem electricidade e sem água canalizada, seguramente há mais de 10. Só sabe que o melhor para a sua famÃlia era arranjar uma casa nova, bem diferente da que tem na povoação de São Miguel, freguesia de São João de Areias.
"Queria uma casa noutro sÃtio ou uma barata", desabafa Maria América, dizendo que já procurou casas no Carregal do Sal e até mesmo na povoação onde vive, mas "pedem sempre rendas muito altas, numa pediam 250 euros, fora as despesas, e noutra eram 150 euros mais despesas". Já pensaram em acrescentar um quarto à pequena habitação, mas sem luz eléctrica "nem dá vontade" e o dinheiro também escasseia. Esta falta de serviços, como a luz, a água e saneamento, é explicada com o facto de a residência estar construÃda num local ilegal. Aquela é uma zona de floresta onde a construção é proibida, no entanto, o marido de Maria América não teve em conta esse factor e fez "metade" de uma casa num espaço isolado.
A famÃlia é constituÃda por cinco pessoas: Maria América, o marido, a filha Armanda de 12 anos, a outra filha Elisabete de 22 e o respectivo filho, o Gabriel, de cinco meses. Os quartos são divididos por cortinas e a entrada de um deles serve também de acesso aos outros dois, cujas dimensões não deixam muito espaço para circulação.
A filha mais nova e o pai não querem deixar a casa, mas Maria América e Elisabete não vêem a hora de sair daquele local. "Quando temos filhos pensamos sempre no futuro", afirmou Elisabete com um olhar triste. A famÃlia sobrevive com a pouca ajuda do marido de Maria América, sem trabalho certo, e de um Rendimento Social de Inserção de 295 euros, que é praticamente todo canalizado para o bebé. Apesar de não ter as melhores condições, Elisabete empenha-se por ter o filho sempre limpo e alimentado, o que se nota na pele rosada, na vivacidade dos movimentos e no olhar azul arregalado com que Gabriel vê o mundo em que nasceu.
"As assistentes sociais mandam-me comprar as coisas para o bebé, mas eu não tenho condições. Disseram-me para comprar a cadeira para ele se sentar quando está a comer e uma aranha e eu comprei, agora querem que eu compre um parque, mas eu não tenho onde o pôr", lamentou esta mãe solteira, abandonada pelo namorado durante a gravidez.
Como não têm electricidade, o frigorÃfico é um electrodoméstico perfeitamente dispensável, por isso, os alimentos são comprados e cozinhados na hora. O que lhes vale é um gerador comprado há vários anos, graças ao qual conseguem ver televisão, o caminho para as camas, secar o cabelo e ligar uma varinha mágica para passar a comida do Gabriel.
Em dias de frio, acendem a lareira na cozinha e garantem que "a casa não é muito fria": "No Verão nem se pode estar lá dentro". A comida é feita no fogão de gás, assim como o aquecimento da água para os banhos. Para consumo, vão buscar água à fonte da aldeia.
"Trabalho
em qualquer coisa"
Tanto Maria América como a filha Elisabete já estiveram inscritas no Centro de Emprego, todavia, a falta de habilitações de ambas não tem facilitado o recrutamento para empregos. Maria América só sabe escrever o nome e a filha não chegou a concluir o 6.º ano, porque guardava ovelhas desde os oito anos, tendo depois chumbado por faltas. Já trabalhou em vários restaurantes da região, mas um problema de coluna impediu-a de continuar, visto que não conseguia estar muito tempo de pé e sempre a caminhar.
"Já acartei carros de massa e não me importava de trabalhar em qualquer coisa, pelo menos nessa altura estava melhor do que agora", lembra a mãe de famÃlia, mostrando-se envergonhada com a sua situação.
Admite já ter pedido ajuda à famÃlia, mas assegura que ninguém lha quis ajudar. Agora, a sua famÃlia resume-se à s pessoas que vivem consigo e acredita que "Deus está a olhar por todos". São felizes? "Eu sou muito com esta coisinha", responde Elisabete enquanto brinca com o filho. Do outro lado, a mãe também partilha da mesma opinião, porém frisa que seria mais feliz se estivesse noutra casa.
Há cerca de dois anos, Elisabete dirigiu-se à Câmara Municipal de Santa Comba Dão para pedir uma casa, só que não se dirigiu ao gabinete certo e o seu pedido não chegou a quem a podia ajudar.
DIARIO DE VISEU
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Colocada: Ter Fev 02, 2010 1:16 pm Assunto: Click Aqui para Ajudar O site |
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naja

Sexo:  Registrado em: 04 Set 2007 Mensagens: 11 Local/Origem: Lisboa - Abrantes
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Colocada: Qua Fev 03, 2010 8:19 am Assunto: |
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Infelizmente isto é um exemplo do paÃs real, do interior cada vez isolado, pobre e abandonado
_________________ Dai um cavalo a quem diz a verdade,
para que possa fugir logo de seguida
"SEMPER PARATUS"
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