Bravo33

Sexo:  Registrado em: 19 Jun 2006 Mensagens: 1260 Local/Origem: Mealhada
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Colocada: Qua Jul 19, 2006 6:09 pm Assunto: Incêndios florestais: Protecção Civil recomenda prevenção |
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Incêndios florestais: Protecção Civil recomenda prevenção
O incêndio florestal ocorrido no Planalto Leste, Santo Antão, há pouco mais de duas semanas, veio confirmar a necessidade de se agir na prevenção, diz o major Alberto Fernandes, presidente do Serviço Nacional de Protecção Civil (SNPC), que visita aquela ilha na próxima semana.
Fernandes, que visitará o local - onde 16 hectares foram queimados - acompanhado da secretária de Estado da Agricultura e Ambiente, Rosa Rocha, é peremptório: “Não se pode reagir aos fogos, tem-se de agir na prevençãoâ€.
Por sua vez, Orlando Freitas, delegado do MAA em Santo Antão, garante que o serviço que dirige está a trabalhar na sensibilização, sobretudo das pessoas que vivem perto da floresta. O ministério gasta mais de 2 mil contos só em salários dos guardas para preservar as florestas da ilha. Contudo, para além dos danos do fogo, segundo este responsável, há o dano dos próprios guardas, que tiram lenha da floresta. “É mais uma fonte de receita que essas pessoas têmâ€, explica.
O delegado do MAA lembra que o Planalto Leste é o pulmão da ilha de Santo Antão. Aliás, afirma, se existe alguma água na ilha, ela resulta da reserva florestal que consegue captar essa água. Exactamente por causa disso, prossegue Orlando Freitas, é que foi criado o Serviço de Protecção Civil, coordenado localmente pelas Câmaras Municipais, e um Corpo de Bombeiros que, não obstante os meios reduzidos, têm respondido.
“Desta vez, pedimos reforços em São Vicente, tanto em homens como em equipamentos. Mas o MAA e as Câmaras Municipais estão a trabalhar num Plano de Intervenção. Inclusive, realizaremos um encontro agora em Julho para fazer o seu enquadramento, tendo em conta que intervenções esporádicas não resolvem o problema dos incêndios florestaisâ€, diz Freitas.
Um primeiro passo neste sentido foi dado em 2005, com a realização de um encontro exploratório e o inÃcio da construção de alguns reservatórios nas localidades de Espongeiro e Pico da Cruz para que, indica Orlando Freitas, se possa ter uma reserva de água disponÃvel. Paralelamente, o MAA está a implantar um sistema de abastecimento de água na zona do Planalto Leste, através do Programa de Investimento da tutela.
Sensibilizar no Fogo
Também na ilha do Fogo, a estratégia, segundo o delegado do MAA, João Gonçalves, é sensibilizar as equipas de gestão, guardas e chefes do perÃmetro de Monte Velha, e também a população que vive à volta desta floresta a evitarem as queimadas. “É um método antigo, que não é bom para o ambiente e muito menos para a terra. São práticas enraizadas que temos estado a combater, sensibilizando as pessoasâ€, diz.
Em jeito de exemplo, Gonçalves relembra o incêndio de 2004, que consumiu 375 hectares desta floresta. A sua gravidade levou a que se elaborasse um programa de combate a incêndios, em conjunto com a FAO. Este programa, garante o responsável do MAA na ilha do vulcão, vai ser agora retomado, com a implementação das várias recomendações, de entre as quais se destaca a criação de postos de vigia e a construção de acessibilidades e de reservatórios de água.
“Temos uma equipa de exploração, dentro do perÃmetro que faz a limpeza e retira as árvores secas para que a floresta possa respirar; e dez guardas que trabalham por turnos. Gastamos em média cerca de 200 contos/mensais com saláriosâ€, revela.
Gonçalves ressalva, entretanto, que dentre os perÃmetros da ilha, Monte Velha é o que exige maiores cuidados por ser mais denso e de difÃcil acesso. Por outro lado, observa, Monte Velha está com muito lixo e é rodeado por zonas agrÃcolas onde os agricultores ainda utilizam o fogo para limpar e preparar as suas terras.
Instado a falar de possÃveis medidas preventivas, sobretudo porque se está a entrar numa época propÃcia aos incêndios florestais, o major Alberto Fernandes explica que o paÃs dispõe de um Plano Especial para Fogos Florestais há cerca de cinco anos. Infelizmente, admite, as autoridades continuam a reagir só depois dos incêndios. “Tenho insistido em que não podemos continuar a trabalhar na sequência dos acontecimentos. Temos é de agir na prevenção, através da aquisição dos equipamentos, manutenção das florestas, construção de postos de vigia, reservatórios e depósitos de águaâ€, frisa.
Todas estas medidas estão previstas num projecto para combate aos fogos florestais orçado em 30 mil contos pelo que, no entender do presidente do SNPC, “falta alguma dinâmica das autoridades no sentido de adquirirem os meios necessários à preservação das florestasâ€. Quanto mais porque, prossegue, boa parte dos equipamentos previstos para a ilha de Santo Antão - por exemplo, quatro viaturas ligeiras com capacidade para duas toneladas de água, um autotanque para oito toneladas, meios de comunicação e ferramentas manuais - , podem ser conseguidos através das cooperações e/ou parcerias.
fonte:a semana online
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Colocada: Qua Jul 19, 2006 6:09 pm Assunto: Click Aqui para Ajudar O site |
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