Empresários temem escalada de violência
Um dos maiores empresários da noite portuense, proprietário da discoteca Chic, foi ontem abatido com oito tiros à porta daquele estabelecimento, na zona industrial do Porto. Aurélio Palha, de 42 anos, é a mais recente vÃtima da noite portuense e tudo aponta que na causa do crime esteja um ajuste de contas entre máfias ligadas à segurança. Empresários do sector, ouvidos pelo DN, temem que os confrontos violentos se agravem. À hora de fecho desta edição, a PJ ainda não tinha feito detenções.
Aurélio Palha foi assassinado à porta da Chic e do restaurante Boi na Brasa, estabelecimentos de que era proprietário. A discoteca esteve encerrada no domingo, mas foi no restaurante que a vÃtima jantou e ali permaneceu até à hora de fecho. Cerca das 02.00, quando saÃa na companhia de um segurança, Aurélio Palha foi baleado várias vezes tombando no passeio na Rua Manuel Pinto de Azevedo. Para António Fonseca, da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto, este é mais um episódio de "rivalidade entre grupos de seguranças, que atinge pela primeira vez um empresário". E alerta que daqui pode resultar uma escalada de violência.
Tiago Sousa, dos Bombeiros Voluntários Portuenses, cujo quartel se situa a escassos 50 metros da discoteca, foi das primeiras pessoas a chegar ao local. "Estávamos a dormir e ouvimos oito disparos, primeiro quatro e após um intervalo outros quatro", recordou o bombeiro ao DN. Alertaram imediatamente a PSP e dirigiram-se para o local. Ali encontraram a vÃtima, caÃda no chão, e o amigo e segurança, "ainda dentro do carro onde se tinha refugiado e em estado de choque".
Entretanto chegou a ambulância do
INEM e um carro patrulha da PSP. "Era tanto sangue que nem consigo explicar", diz Tiago Sousa, contando que parte da cabeça da vÃtima estava desfeita e que o dono da discoteca apresentava ainda uma perfuração na zona do abdómen. Três bombeiros dos Portuenses ainda ajudaram a equipa médica do
INEM a prestar socorro ao homem baleado. Tentaram uma reanimação mas "nada havia a fazer" e o corpo foi coberto com um lençol até à chega da PolÃcia Judiciária (PJ) .
A única testemunha directa do crime é o segurança da Chic, que foi ouvido pela PolÃcia Judiciária . No local esteve ainda um irmão da vÃtima, que é da PSP. Quanto aos autores dos disparos continuam a monte, desconhecendo-se a sua identidade.
Fonte policial disse ao DN que "para já não é possÃvel estabelecer ligação" com a morte de Nuno Gaiato, segurança do El Sonero abatido a tiro a 13 de Julho. Na altura, o homicÃdio foi relacionado um ajuste de contas em que teriam participado os seguranças da Chic.
O DN tentou apurar se haverá algum registo de vÃdeo, das câmaras instaladas no exterior da discoteca, que ajude nas investigações, mas fonte policial garante não haver pistas dos suspeitos do crime.
FONTE:DN Online
http://dn.sapo.pt/2007/08/28/sociedade/dono_discoteca_chic_abatido_a_tiro.html