Bravo33

Sexo:  Registrado em: 19 Jun 2006 Mensagens: 1260 Local/Origem: Mealhada
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Colocada: Qua Jul 19, 2006 8:54 pm Assunto: Chamas queimaram Parque Natural do Guadiana |
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Chamas queimaram Parque Natural do Guadiana
Cerca de 400 hectares foram destruÃdos pelo incêndio que lavrou em Serpa
Cerca de 400 hectares de habitats considerados prioritários na zona de protecção máxima do Parque Natural do Vale do Guadiana (PNVG) foram destruÃdos pelo incêndio que lavrou segunda e terça-feira no concelho de Serpa.
O incêndio, que deflagrou por volta do meio-dia de segunda-feira e só foi extinto quase 24 horas depois, atingiu, além do PNVG, uma vasta área perto da localidade de Vale do Poço, ainda não quantificada pela GNR.
Pedro Rocha, director do PNVG, adiantou hoje à agência Lusa que as chamas destruÃram «entre 350 a 400 hectares» de uma zona de floresta, junto à ribeira de Limas, a norte da área protegida.
«O incêndio destruiu essencialmente azinheiras, sobreiros, oliveiras e vegetação ribeirinha, na zona de protecção máxima, uma das quatro mais importantes do PNVG, onde existem habitats considerados prioritários», precisou.
A área ardida, disse, inclui-se numa zona de vegetação diversa e abundante que serve de refúgio e habitat privilegiado de espécies como o gato preto, o javali e o toirão, um pequeno carnÃvoro aparentado com o furão que se encontra em vias de extinção.
As chamas destruÃram também «importantes linhas de vegetação ribeirinha» nas margens da ribeira de Limas e dos seus afluentes, o barranco do Beiçudo e a ribeira de Alfamar, compostas por espécies de flora protegidas como os salgueiros, silvas, freixos e loendros.
«Trata-se de vegetação essencial na cadeia alimentar de peixes que só existem naquelas ribeiras, como a boga do Guadiana, o barbo e o caboz de água doce», exemplificou Pedro Rocha.
Por outro lado, continuou, o incêndio «poderá comprometer a instalação, na zona, de um casal de cegonhas pretas que tinha sido avistado a sobrevoar aquelas linhas de vegetação ribeirinha», consideradas áreas privilegiadas para a nidificação daquelas aves.
«A zona ardida parece uma autêntica paisagem lunar», descreve, alertando ainda para os «graves efeitos futuros» das cinzas e da erosão dos solos nas águas das ribeiras, «que poderão afectar a cadeia alimentar dos peixes».
O combate ao incêndio envolveu 128 homens e 38 viaturas de 11 corporações de bombeiros do distrito de Beja, além do helicóptero de ataque rápido sedeado em Ourique, de acordo com dados do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.
fonte:portugaldiário
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